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CÂNCER DE MAMA: SINTOMAS, TRATAMENTO E PREVENÇÃO

câncer de mama acomete mais de 2 milhões de pessoas todos os anos no mundo. É o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

O câncer de mama responde, atualmente, por cerca de 30% dos casos novos de câncer em mulheres. É menos frequente antes dos 35 anos de idade, e mais comum após a menopausa. 

A maioria dos cânceres de mama é descoberta após a percepção de mudanças na textura ou na aparência das próprias mamas, principalmente pela palpação destas. Realizar exames periodicamente é de extrema importância para identificar precocemente qualquer tipo de alteração.

O QUE É CÂNCER DE MAMA?

O câncer de mama é uma doença que ocorre pela multiplicação desordenada de células da mama, causando tumor. Como há vários tipos de câncer de mama, a doença poderá se desenvolver de diferentes formas, a depender das características do tumor.

TIPOS

Os tipos mais comuns de câncer de mama são:

  • Carcinoma ductal in situ (ou não invasivo): É quando o câncer não evoluiu para a forma invasiva, ou seja, o tumor não invadiu a membrana basal subepitelial. A chance de metástase nesse tipo de câncer é praticamente nula. A taxa de cura é alta, ocorrendo em cerca de 98% dos casos.
  • Carcinoma ductal invasivo: Esse tipo de câncer inicia-se no ducto de leite e acomete a sua parede até chegar ao tecido adiposo da mama. As chances de metástase são maiores que as do tipo anterior, e o tumor pode se estender para outros lugares do corpo. 
  • Carcinoma lobular in situ (ou não invasivo): É formado primeiramente nas glândulas mamárias produtoras de leite (lóbulos). Geralmente causa menos sintomas, o que dificulta o diagnóstico.
  • Doença de Paget: O tumor é desenvolvido no tecido conjuntivo das mamas, na região das aréolas e mamilos. Esse tipo de câncer pode ser assintomático, mas também pode apresentar sinais como vermelhidão, dor, sensibilidade e coceira. Em casos mais graves, pode ocorrer a metástase. 
  • Câncer de mama inflamatório: É um tipo raro de câncer de mama. Ele não pode ser detectado pela mamografia e não apresenta nódulos. Esse tipo de câncer é caracterizado por bloquear os nódulos linfáticos, impedindo a drenagem apropriada das mamas. 

O QUE CAUSA O CÂNCER DE MAMA?

O câncer de mama é causado quando há a multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo causa células anormais que formam um tumor com potencial para invadir outros órgãos do corpo.

FATORES DE RISCO

Os fatores de risco do câncer de mama estão relacionados às seguintes situações:

  • Idade avançada, principalmente acima dos 50 anos;
  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo e inatividade física;
  • Consumo de bebida alcoólica;
  • Exposição excessiva à radiação ionizante;
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos de idade;
  • Primeira gestação após os 30 anos;
  • Menopausa após os 55 anos;
  • Não ter tido filho;
  • Uso de contraceptivos hormonais;
  • Ter feito reposição hormonal, principalmente por mais de cinco anos;
  • Histórico familiar de câncer de mama;
  • Histórico familiar de câncer de ovário;
  • Algumas variantes genéticas, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DE CÂNCER DE MAMA? 

O câncer de mama pode ser uma doença silenciosa, ou seja, que não causa sintomas, ou apresentar sintomas em estágios iniciais e/ou avançados. 

SINTOMAS INICIAIS DO CÂNCER DE MAMA

Os sintomas iniciais do câncer de mama geralmente são:

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor, que acontece em 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria pessoa;
  • Eritema (vermelhidão na pele);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída de líquido anormal pelos mamilos.

SINTOMAS DE CÂNCER DE MAMA AVANÇADO

O câncer pode apresentar sintomas mais graves quando está em estágio avançado, como:

  • Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta um nódulo;
  • Dor na mama ou mamilo;
  • Irritação ou abaulamento de uma parte da mama;
  • Edema (inchaço) da pele;
  • Inversão do mamilo.

CÂNCER DE MAMA DÓI?

Não necessariamente. Muitas vezes o câncer de mama passa a doer quando o tumor já está em estágios mais avançados, podendo causar dor na mama ou no mamilo não relacionada ao ciclo menstrual. 

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

A maioria dos casos de câncer de mama é descoberta pelas próprias mulheres. As recomendações são para que todas as mulheres, independentemente da idade, reconheçam seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Para auxiliar no diagnóstico, observe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar eventuais alterações suspeitas.

exame clínico e a mamografia são importantes para o rastreio do câncer de mama. O exame clínico é realizado por meio da palpação das mamas por um(a) médico(a). 

A Mamografia é uma radiografia, realizada por um equipamento de raios X especial, chamado mamógrafo. Com ela é possível visualizar alterações suspeitas da doença antes de qualquer tipo de sintoma ou alteração das mamas. A mamografia pode ser realizada em diferentes idades, tanto para rastrear alterações na mama, quanto para investigar alterações na mama, quando é chamada de mamografia diagnóstica.

CÂNCER DE MAMA EM HOMENS

O câncer de mama em homens é raro,  representando apenas 1% do total de casos da doença. Um dos fatores de risco é o histórico familiar de câncer de mama em homens.

De acordo com as estatísticas do Atlas de Mortalidade por Câncer, em 2019, o número de mortes por câncer de mama foi de 18.295, sendo 18.068 mulheres e 227 homens.

TRATAMENTOS 

O tratamento dependerá de qual for o estádio do tumor diagnosticado, podendo ser local ou sistêmico.

TRATAMENTO LOCAL

O tratamento local do câncer de mama é realizado com cirurgia ou radioterapia, que usa radiação ionizante no tratamento do câncer.

TRATAMENTO SISTÊMICO

Outro tipo de tratamento é o sistêmico, que consiste em realizar quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

No estadiamento do câncer são analisadas as características biológicas do tumor e as condições da paciente, como idade, se já passou ou não pela menopausa e presença de doenças preexistentes.

Entender em qual estádio o tumor está auxilia na definição de qual tratamento seguir em cada caso.

  • Estádios I e II: Nas fases iniciais, geralmente, a conduta a ser seguida é a realização de cirurgia, que pode ser conservadora (retirada de pouco tecido além do tumor) ou mastectomia (retirada da mama) parcial ou total.
    Após a cirurgia, o médico responsável pode recomendar tratamento complementar com radioterapia. A reconstrução mamária também deve ser uma opção caso seja necessária a reconstrução da mama.
  • Estádio III: Os pacientes que têm tumores maiores de 5 cm localizados, se enquadram nesse estádio. São realizados tratamentos sistêmicos para tratar o tumor. Após esse tratamento, pode ser necessário o tratamento local, com cirurgia e radioterapia.
  • Estádio IV: É considerado o pior estádio da doença, que é quando já há metástase. Esses casos devem ser acompanhados de perto pelo médico.

PREVENÇÃO

HÁBITOS SAUDÁVEIS

O INCA estima que cerca de 30% dos casos de câncer de mama estejam atrelados a hábitos não saudáveis. Para prevenir a doença, recomenda-se: 

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado, proporcional à altura;
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar; 
  • Realizar exames preventivos periodicamente;
  • Evitar uso de hormônios sintéticos, como terapias de reposição hormonal.

EXAME DE MAMOGRAFIA

O exame de mamografia deve ser realizado como rotina em mulheres de 50 a 69 anos de idade, podendo ser recomendada mais precocemente, caso haja casos de câncer de mama na família ou outros fatores de risco, a critério médico.

Para realizar a mamografia, a mulher é posicionada em pé, de forma que o seio fique entre as duas placas do mamógrafo, que é onde as imagens serão capturadas. Durante o exame, a mulher deverá ficar imóvel e segurando a respiração durante alguns segundos quando solicitado pelo técnico responsável. 

É um exame simples, que dura cerca de 15 a 25 minutos. 

EXAMES GENÉTICOS

Há exames genéticos que podem ser de extrema importância na investigação dos casos de câncer de mama. 

Genes BRCA1 e BRCA2

O exame dos genes BRCA1 e BRCA2 visa permitir medidas personalizadas de rastreio do câncer, direcionar a melhor estratégia de tratamento, identificar familiares com risco de desenvolverem câncer e oferecer assistência reprodutiva que previna a transmissão dessa síndrome para outras gerações.

O exame é realizado a partir de uma coleta de sangue, de saliva ou a partir do DNA extraído da peça tumoral.

Teste prognóstico Endopredict (Myriad)

O Endopredict (Myrad), é o teste responsável por avaliar o risco do desenvolvimento de metástases em até 15 anos e indicar o benefício da quimioterapia nos pacientes. Ele é realizado da seguinte maneira:

  1. Após a cirurgia, o tumor é enviado para um laboratório de patologia, que irá avaliar as características deste tumor. O teste Endopredict é prescrito caso as características estejam dentro do padrão para realizá-lo.
  2. O laboratório de genética recebe os blocos de parafina, as lâminas e os laudos e seu time de patologistas vai confirmar os achados e selecionar o bloco com maior quantidade de células tumorais para confecção de 7 a 10 cortes de 10 micra de espessura que serão enviados para a realização do teste.
  3. O RNA é extraído e avaliado por meio da técnica de Real Time RT-PCR, sendo gerado um escore molecular (EPscore).
  4. Um escore é determinado, com base nessa análise molecular e em conjunto com fatores clínicos patológicos (EPclin).

Fonte: https://delboniauriemo.com.br/saude/cancer-de-mama

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