O endométrio espessado é caracterizado pelo revestimento uterino muito grosso (espesso). A condição de endométrio espessado provoca um sangramento que pode levar a uma menstruação irregular.
A hiperplasia endometrial1 também é conhecida como patologia não-cancerosa, que pode vir a aumentar o risco de câncer endometrial. Ela é diagnosticada através de uma biópsia.
Características do espessamento endometrial
O hormônio estrogênio está intimamente ligado à construção do revestimento do útero. Mas o equilíbrio no crescimento deste revestimento depende da progesterona. Em caso de produção de progesterona abaixo do normal, ocorre o espessamento do endométrio e há alguns problemas que podem desencadear no desequilíbrio nos níveis dos hormônios estrogênio e progesterona.
Causas
As principais causas são:
- Problema de diabetes
- Algum tipo de terapia que envolve o estrogênio sem a reposição da progesterona
- Estar acima do peso, beirando ou na obesidade
- Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)
Sintomas
O espessamento se expressa através de sinais como:
- Sangramento entre os ciclos menstruais (escape)
- Dores no abdômen e cólicas
- Dor na região pélvica
- Aumento do tamanho do útero
Endométrio espessado e heterogêneo
O câncer ou carcinoma endometrial2 é o tipo de neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos. Mas hoje, graças à tecnologia, é possível detectar o problema precocemente e iniciar prontamente o tratamento. Sendo assim, este problema não se configura em uma das principais causas de morte por câncer.
Endométrio espessado na menopausa
De acordo com a pesquisa Ultrassonografia transvaginal no diagnóstico das patologias endometriais no menacme e menopausa, o espessamento endometrial é caracterizado por um endométrio de 5 mm ou mais na ultrassonografia de mulheres na menopausa, que não realizaram terapia à base de hormônios.
Depois da menopausa, em uma avaliação do endométrio, uma série de fatores são levados em conta, como o histórico clínico da paciente e se houve a terapia hormonal3. Esse espessamento do endométrio pode acontecer logo após a menopausa ou depois de muitos anos.
Em casos de mulheres que realizam a terapia hormonal unida à terapia cíclica envolvendo estrogênio e progestínico, a espessura endometrial pode apresentar variação de até 3 mm.
Tratamento
Para o tratamento da hiperplasia endometrial, é necessário fazer uma histeroscopia diagnóstica para avaliação da cavidade uterina e da causa desse espessamento. Assim é possível descobrir se trata-se de um pólipo endometrial, de uma hiperplasia (identificada através da biópsia) ou de um câncer. Dependendo do resultado, pode ser necessário retirar o espessamento, usar hormônios à base de progesterona ou até uma histerectomia (procedimento que envolve a remoção de partes do útero ou de sua totalidade). A hiperplasia, se não detectada e tratada precocemente, pode levar ao câncer, culminando para o procedimento de remoção do órgão.
A gravidez é possível em casos de endométrio espessado?
Sim, é possível engravidar. Mas isso demandará da mulher e de seu companheiro a espera até que o tratamento seja finalizado de acordo com todos os passos que requer. A administração de anticoncepcionais se torna essencial no tratamento. Por isso, é importante que a mulher controle a ansiedade em relação ao desejo da maternidade, siga o tratamento adequado e o mais importante, que não enxergue o tratamento como um impedimento do sonho de ser mãe.
O tratamento é o que restituirá a saúde e as condições para, inclusive, ter uma gestação tranquila e feliz. Em casos de quaisquer sintomas anormais, procure o médico para que solicite os devidos exames. A detecção precoce do problema previne males mais graves.
Fonte: https://www.famivita.com.br/conteudo/endometrio-espessado/