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Anticoncepção na adolescência

11.mai.2020 – Anderson Pinheiro

#ExaMina –Anticoncepção na adolescência 

Dúvidas sobre qual método anticoncepcional escolher? Quer iniciar atividade sexual, porém morre de medo de engravidar? Começou a tomar pílula e vive esquecendo?

Essas não são perguntas e situações exclusivas das adolescentes, mas por muitas mulheres. Como sempre, o melhor é buscar informações confiáveis para esclarecer algumas dessas questões. 

Há disponíveis no mercado diversos tipos de métodos anticoncepcionais, com diferentes vias de administração, tempo de duração e tipo de medicações (ou não) neles contido. Cada mulher irá se adaptar melhor a algum deles, e, por isso, é essencial ter conhecimento sobre os diferentes métodos e conversar com seu ginecologista para se informar e decidir. 

Para quem não iniciou a atividade sexual, o ideal é ter essa conversa antes de começar a ter relações. Alguns métodos necessitam ser administrados previamente para que se obtenha o efeito desejado. Usar preservativo para se proteger de infecções sexualmente transmissíveis e aumentar a eficácia do contraceptivo é outro ponto importante para garantir dupla proteção.

Em geral, não há contraindicação a nenhum dos métodos anticoncepcionais para adolescentes. Alguns métodos, porém, podem não ser as melhores opções, por isso é de extrema importância a consulta com um ginecologista. O método que sua amiga usa pode não ser o melhor para você e ainda pode trazer alguma consequência grave. O médico irá orientar também qual método anticoncepcional você não pode usar.

Os métodos anticoncepcionais disponíveis no Brasil são:

– Preservativo feminino e masculino: são as camisinhas. Os preservativos têm a vantagem de, além de evitar a gravidez indesejada, proteger contra grande parte das infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, podem ser usados concomitantemente com outros métodos diminuindo ainda mais a chance de gravidez. É importante lembrar que não se pode usar preservativo masculino e feminino ao mesmo tempo.  

– Injetáveis: são injeções aplicadas no músculo uma vez ao mês ou a cada três meses, a depender do método escolhido. Com a injeção mensal, em geral, as mulheres mantêm a menstruação uma vez por mês. Com a injeção trimestral é comum ficar sem menstruar. A vantagem da injeção trimestral é que você somente precisará receber a injeção 4 vezes por ano.

– Pílulas: há pílulas com estrógeno e progesterona ou somente com progesterona. Algumas você toma durante 21 dias e para 7, outras você toma 24 dias e para 4 e outras toma todos os dias, sem pausa. Há aquelas para quem quer menstruar e outras para quem não quer menstruar de jeito nenhum. O principal risco é a perda do efeito da pílula, ou porque esqueceu de tomar, ou porque tomou junto com alguma outra medicação que diminui seu efeito ou porque teve episódios de diarreia e vômito durante o uso. 

– DIUs: os dispositivos intrauterinos podem conter hormônio ou não. Eles são inseridos dentro do útero e, por isso, só podem ser usados por quem já teve relação sexual vaginal. Se você escolher o que tem hormônio, é provável que você fique sem menstruar. A duração da eficácia do DIU hormonal é 5 anos. O DIU de cobre, sem hormônios, tem duração de 10 anos (modelo TCu380A, que é o disponível na rede básica de saúde) e mantém os ciclos menstruais.  

– Anel vaginal: é um anel hormonal flexível que é colocado na vagina pela própria mulher. Ele não interfere nas relações sexuais e é retirado após 21 dias. Depois de 7 dias de intervalo, um novo anel deve ser colocado.

-Implantes subcutâneos: o implante contraceptivo composto de etonogestrel é um bastão do tamanho de um palito de fósforo que é inserido pelo médico sob a pele do braço, após anestesia local. O efeito contraceptivo dura 3 anos e não é incomum as mulheres ficaram sem menstruar. Após o final desse período, o implante pode ser retirado e substituído por um novo.

– Adesivos: os adesivos contêm hormônios que são liberados na pele e trocados a cada semana. São geralmente usados em áreas do corpo cobertas, longe das mamas e de áreas de dobra. Depois de usar três adesivos em seguida (três semanas), é feito um intervalo de uma semana para recomeçar o esquema.

Qual é o método que tem menor chance de gravidez?

Todos os métodos contraceptivos têm alguma chance de falha. Nenhum método é 100% seguro, nem mesmo laqueadura e vasectomia. Sabe-se, porém, que quanto menos depender de atitude das pessoas menor a chance de falha. A pílula, que depende de você lembrar de tomar todos os dias, por exemplo, apresenta maior chance de falha que o DIU – que, depois de inserido, praticamente não depende mais da usuária.

E nas adolescentes?

Os estudos mostram que os métodos contraceptivos mais eficazes são os métodos reversíveis de longa duração (LARCs): DIUs e implante subcutâneo. Para os DIUs, a chance de gravidez é de 1 em cada 150 mulheres e para os implantes é ainda menor: engravida uma em cada 1000 mulheres. 

Como todo contraceptivo apresenta chance de falha e, considerando-se o risco de infecções sexualmente transmissíveis, recomenda-se a proteção dupla, ou seja, preservativo masculino OU feminino E um dos outros métodos descritos acima. 

Em geral, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) disponibilizam gratuitamente as pílulas, preservativos, DIU, injeções mensais e trimestrais. Na consulta médica, você pode decidir qual é o melhor método para você no momento. Se você não se adaptar, você pode discutir com seu médico sobre outras opções.

Outro assunto muito importante é a vergonha ou receio de ir ao médico por ser adolescente. Não é necessário ir com um responsável à consulta com o ginecologista, tanto na Unidade Básica de Saúde como em um consultório de convênio ou particular. O que você e o médico conversarem é sigiloso, ninguém ficará sabendo. Além disso, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) disponibilizam preservativos masculinos (às vezes, também femininos) gratuitamente e não é necessário nem pedir. Entre na UBS, pegue os preservativos e vá para casa. 

Para escolher seu método, busque informação e orientação médica e decida, na consulta, qual método usar.

Nunca é demais lembrar: use preservativo em todas as relações sexuais. Aumenta a eficácia do seu método anticoncepcional e protege, você e seu parceiro, de infecções sexualmente transmissíveis.

Fontes: – https://www.who.int/reproductivehealth/publications/family_planning/en/

https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/181468/9789241549158_eng.pdf?sequence=9
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