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Os anticoncepcionais hormonais reduzem cólicas e dores menstruais?

Este artigo está disponível também em: Englishespañol

*Tradução: Mariana Rezende

Coisas importantes a saber:

  • Cerca de 90% das pessoas que menstruam têm cólicas ou dores menstruais.
  • No geral, as pesquisas mostram que contraceptivos hormonais podem ajudar a reduzir as dores menstruais.
  • Outros medicamentos, bolsas térmicas, mudanças no estilo de vida e correntes elétricas de baixa intensidade (sim, é isso mesmo que você leu) também podem ajudar com as dores menstruais.
  • Se as cólicas estão se tornando um obstáculo na sua vida, você deve se consultar com um profissional de saúde.

Muitas pessoas sentem cólicas quando menstruam. A dor (chamada de dismenorreia no meio médico) geralmente começa na pelve e, para algumas pessoas, irradia para a lombar e para as coxas. Neste artigo, falaremos sobre as diferentes opções para gerir a dor menstrual, bem como as condições que a podem estar causando.

“Dor” é apenas uma entre dezenas de categorias para você acompanhar sua saúde e seu ciclo menstrual no Clue

Os anticoncepcionais hormonais podem ajudar com minhas cólicas e dores menstruais?

Sim, as pesquisas mostram que os contraceptivos hormonais (contendo somente progestagênio ou uma combinação de progestagênio e estrogênio) podem ajudar com as dores menstruais.

É importante lembrar que quando você usa anticoncepcionais hormonais, você não tem uma menstruação “real” que faz parte do ciclo menstrual. O sangramento mensal que acontece durante o uso da maioria dos anticoncepcionais hormonais é causado por processos diferentes no seu corpo e é chamado de “sangramento de retirada”. A dor que você sente durante o sangramento mensal é referida como “dor menstrual” abaixo.

Pílulas anticoncepcionais combinadas

As pílulas anticoncepcionais que contêm estrogênio e progestagênio aliviam as dores menstruais com mais eficácia do que os placebos (1). Tomar pílulas combinadas de ciclo prolongado (sem intervalo, com menos intervalos ou com intervalos mais curtos) pode melhorar a dor mais do que tomar comprimidos em um ciclo regular (21 dias de pílulas ativas, com um intervalo de sete dias) (2).

Pílulas anticoncepcionais à base de somente progestagênio

No momento, parece que nenhuma pesquisa analisou a influência que as pílulas anticoncepcionais à base de somente progestagênio podem ter nas dores menstruais. Dito isto, medicamentos que contêm a progestina dienogeste e são usados para tratar a endometriose estão associados a uma diminuição da dor menstrual (3).

DIU hormonal

Estudos sugerem que, em comparação à ausência de tratamento ou ao uso do DIU de cobre, os dispositivos intrauterinos que liberam progestagênio reduzem as dores menstruais (4, 5).

Implante

O uso do implante hormonal, que é inserido sob a pele e libera progesterona, está associado a uma redução das dores menstruais ao longo do tempo, segundo diversos estudos (6).

Injeções anticoncepcionais

Para pessoas com endometriose, a contracepção injetável contendo o acetato de progestina medroxiprogesterona pode reduzir as dores menstruais, bem como o implante ou outros medicamentos usados para controlar a dor relacionada à endometriose (7, 8).

Anel vaginal

Um estudo mostrou que as pessoas que usam o anel vaginal que libera progestagênio sofrem menos dores menstruais em comparação com o método contraceptivo anteriormente usado (9).

Lembre-se de que é difícil saber que tipo de contracepção hormonal funciona melhor para dores menstruais e como esses tratamentos se comparam a outros tratamentos médicos e não médicos. Mesmo que um tratamento funcione para algumas ou a maioria das pessoas, ele pode não melhorar a dor para você.

Opções não hormonais para gerir as cólicas e dores menstruais

Existem muitas opções além dos anticoncepcionais hormonais para gerir as cólicas e dores menstruais. Leia mais aqui sobre cólicas e como administrar essas dores.

Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs)

Esses medicamentos, como o ácido acetilsalicílico, reduzem a dor menstrual e parecem funcionar melhor que o acetaminofeno (10).

Calor

Estudos mostram que bolsas térmicas funcionam melhor que um placebo para melhorar a dor e podem funcionar tão bem quanto alguns AINEs (11).

Exercício físico

O exercício físico regular de baixa ou alta intensidade reduz a dor menstrual em comparação com nenhum exercício (12). Ainda estamos esperando evidências sobre treinos de resistência!

Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS)

A TENS de alta frequência envolve o estímulo da pele na parte inferior do abdômen com correntes elétricas, especificamente com pulsos de 50 a 120 Hz emitidos em baixa intensidade. Esse tratamento funciona melhor que um placebo para reduzir as dores menstruais (13).

Suplementos alimentares e fitoterapia

Parece que o feno-grego, o óleo de peixe, a vitamina B1, o gengibre, a valeriana, a zataria, o sulfato de zinco e a fitoterapia chinesa podem ajudar a aliviar as dores menstruais (14, 15). Mais pesquisas nos ajudarão a entender melhor a relação entre esses tratamentos e as dores menstruais.

Minhas cólicas menstruais são sinais de algum problema?

Cerca de 90% das pessoas que menstruam sente algum tipo de dor menstrual (16). Para muitas pessoas, as dores menstruais não são causadas por outra condição; para outras, pode ser causada por uma condição subjacente como endometriose ou adenomiose (17).

De qualquer maneira, se as cólicas impedirem você de realizar suas atividades diárias ou se você quiser experimentar um novo tratamento para a dor menstrual, consulte um(a) médico(a).

Referências

  1. Wong CL, Farquhar C, Roberts H, Proctor M. Oral contraceptive pill for primary dysmenorrhoea. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2009 [cited 2019 Sep 24];(4). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD002120.pub3/information
  2. Edelman A, Micks E, Gallo MF, Jensen JT, Grimes DA. Continuous or extended cycle vs. cyclic use of combined hormonal contraceptives for contraception. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2014 [cited 2019 Sep 24];(7). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD004695.pub3/abstract
  3. Strowitzki T, Marr J, Gerlinger C, Faustmann T, Seitz C. Dienogest is as effective as leuprolide acetate in treating the painful symptoms of endometriosis: a 24-week, randomized, multicentre, open-label trial. Hum Reprod. 2010 Mar 1;25(3):633–41.
  4. Bahamondes L, Petta CA, Fernandes A, Monteiro I. Use of the levonorgestrel-releasing intrauterine system in women with endometriosis, chronic pelvic pain and dysmenorrhea. Contraception. 2007;75(6):S134–9.
  5. Kelekci S, Kelekci KH, Yilmaz B. Effects of levonorgestrel-releasing intrauterine system and T380A intrauterine copper device on dysmenorrhea and days of bleeding in women with and without adenomyosis. Contraception. 2012 Nov 1;86(5):458–63.
  6. Mansour D, Korver T, Marintcheva-Petrova M, Fraser IS. The effects of Implanon® on menstrual bleeding patterns. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2008 Jan;13(sup1):13–28.
  7. Schlaff WD, Carson SA, Luciano A, Ross D, Bergqvist A. Subcutaneous injection of depot medroxyprogesterone acetate compared with leuprolide acetate in the treatment of endometriosis-associated pain. Fertil Steril. 2006 Feb;85(2):314–25.
  8. Walch K, Unfried G, Huber J, Kurz C, van Trotsenburg M, Pernicka E, et al. Implanon® versus medroxyprogesterone acetate: effects on pain scores in patients with symptomatic endometriosis — a pilot study. Contraception. 2009 Jan;79(1):29–34.
  9. Roumen FJME, Berg MMT op ten, Hoomans EHM. The combined contraceptive vaginal ring (NuvaRing®): First experience in daily clinical practice in The Netherlands. Eur J Contracept Reprod Health Care. 2006 Mar 1;11(1):14–22.
  10. Marjoribanks J, Ayeleke RO, Farquhar C, Proctor M. Nonsteroidal anti‐inflammatory drugs for dysmenorrhoea. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2015 [cited 2019 Sep 25];(7). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD001751.pub3/full
  11. Burnett M, Lemyre M. No. 345-primary dysmenorrhea consensus guideline. J Obstet Gynaecol Can. 2017;39(7):585–95.
  12. Armour M, Ee CC, Naidoo D, Ayati Z, Chalmers KJ, Steel KA, et al. Exercise for dysmenorrhoea. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2019 [cited 2019 Sep 25];(9). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD004142.pub4/full
  13. Proctor M, Farquhar C, Stones W, He L, Zhu X, Brown J. Transcutaneous electrical nerve stimulation for primary dysmenorrhoea. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2002 [cited 2019 Sep 25];(1). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD002123/full
  14. Pattanittum P, Kunyanone N, Brown J, Sangkomkamhang US, Barnes J, Seyfoddin V, et al. Dietary supplements for dysmenorrhoea. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2016 [cited 2019 Sep 25];(3). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD002124.pub2/full
  15. Zhu X, Proctor M, Bensoussan A, Wu E, Smith CA. Chinese herbal medicine for primary dysmenorrhoea. Cochrane Database Syst Rev [Internet]. 2008 [cited 2019 Sep 25];(2). Available from: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD005288.pub3/full
  16. Jamieson DJ, Steege JF. The prevalence of dysmenorrhea, dyspareunia, pelvic pain, and irritable bowel syndrome in primary Care Practices. Obstet Gynecol. 1996 Jan 1;87(1):55–8.
  17. Osayande AS, Mehulic S. Diagnosis and Initial Management of Dysmenorrhea. Am Fam Physician. 2014 Mar 1;89(5):341–6.

Fonte: Os anticoncepcionais hormonais reduzem cólicas e dores menstruais? (helloclue.com)

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